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quarta-feira, 29 de maio de 2013

A TRISTE PARTIDA



A TRISTE PARTIDA
HOMENAGEM PÓSTUMA À MARIETA GENTIL FIRMINO ARAÚJO
Dário Teixeira Cotrim

Estamos agora diante de uma realidade onde os círios choram com as suas ceras derretidas uma vez que em nossos olhos não há mais lágrimas para chorar. Este é um momento que o tempo, implacável e cruel, leva de nós um ente querido e as suas últimas lembranças. O doce alvitramento de uma existência, que fora, até as vésperas de sua morte, uma amiga altiva, corajosa e companheira leal, e ainda permanece em nosso meio. Veja bem que você, Marieta, sequer deu-nos a oportunidade de um breve adeus. Você partiu em busca de sonhos e agora nunca mais irá voltar ao seio do seu lar doce lar. Era preciso que fosse assim? Sem despedida? Sem sequer um “até breve”, mesmo sabendo que em breve todos nós haveremos de trilhar este mesmo caminho sem volta?

Marieta, todos aqueles que nós amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós. Por isso, nota-se que nas lembranças recentes você trazia um sorriso alvissareiro e belo. Era sempre um momento doce e de muita alegria a sua presença nos encontros da nossa confraria. Veja que na “Confraria da Prosa”, onde os seus confrades estão agora chorando a sua súbita partida, a sua fanfarrice de prosear causos contagiava a todos com um encanto sem precedente. Você, Marieta, não morreu, como eu disse você partiu antes de nós e se encantou. Um encantamento que somente os bons de coração possam um dia ter esse privilégio divino. E, Deus, na sua imensa sabedoria, quis para todos os seus amigos da “Confraria da Prosa” a melhor lembrança de você. Foi por isso mesmo que o seu encantamento repentino aconteceu em terras distantes.



Certamente que os nossos encontros quinzenais nunca mais serão iguais àqueles em que um dia você participou. Em cada casa sempre haverá uma cadeira vazia. Uma cadeira vazia onde o seu corpo não mais terá assento, mas o seu espírito de mulher guerreira há de assim permanecer, firme e forte, abjugando todos nós de todos os males. Ah, Marieta, como já faz falta a sua doce gargalhada das piadas do Adilson! Mesmo aquela mais sem graça onde era preciso encontrar uma graça pra gente sorrir. Ainda há resquícios de sorrisos nos lábios nossos quando se conta uma piada. Entretanto, Marieta, no nosso coração a dor da separação vai, aos poucos, machucando a nossa alma sem comiseração. E agora todos choram dessa sua piada mais sem termo e mais sem graça. Por que você tinha que sofrer tanto assim? Por que você tinha que morrer assim? Por que, Marieta?



Veja Marieta, não bastaram as nossas orações, pois Deus tinha outro projeto pra você. Certamente que Ele precisava de você por perto, haja vista que os seus adjutórios sempre foram de muita serventia para o bem estar das pessoas. Por outro lado, é sabido do seu carinho, do seu amor e de sua persistência em contribuir na realização de sonhos. Talvez seja por isso mesmo que Deus abreviou a sua partida para a eternidade!



Escusa-me, Marieta, mas agora eu tenho que chorar! Pois, eu preciso chorar neste momento de dor e de saudade! O grande poeta português Fernando Pessoa dizia que morrer é apenas não ser visto, que morrer é dobrar a curva da estrada. Portanto, Marieta, lá na curva da estrada nós lhe desejamos o repouso eterno!


O LIVRO DA "CONFRARIA DA PROSA"



Escrito por Dário Teixeira Cotrim e sua esposa Júlia Maria Lima Cotrim, o livro "Confraria da Prosa" nos conta a história do surgimento da Confraria da Prosa. Além da parte escrita, ainda há uma coleção de fotos registrando todos os momentos da Confraria. Editado pela Editora Cotrim/Millennium.

CRÔNICA SOBRE A CONFRARIA DA PROSA


A CONFRARIA DA PROSA

 Crônica de Dário Teixeira Cotrim




U
m grupo de companheiros dissidentes do Rotary Clube de Montes Claros - União se organizou e criou a Confraria da Prosa. Hoje, um ano e meio depois, esses companheiros,ex-rotarianos, continuam reunindo de quinze em quinze dias e o que é mais importante, sempre com a participação da família e dos parentes. Não existem ritos e nem sequer mitos para serem seguidos. Também não há nele as normas e nem tampouco regras pré-estabelecidas para as reuniões. Não se aplicam as exigências rotárias, mas tão somente o elo de companheirismo responsável e respeitoso. A cada reunião que acontece é servido um lauto jantar, com prosas jogadas ao vento e bastante entretenimento com os filhos e parentes mais íntimos.
A ação social é cultuada em nosso grupo, pois o espírito rotário impregnado no coração de cada um de nós, os seus membros, sempre fala mais alto. Desta vez serão distribuídos presentes para as crianças pobres, atendendo as cartas enviadas por elas através dos correios. Visitas ao Asilo São Vicente de Paula e a realização do Bazar da Pechinha com a finalidade de destinar recursos às entidades carentes da nossa sociedade. Muitas ações beneficentes foram realizadas até o dia de hoje e outras ações já estão programadas para o ano que virá. “Dar de si sem pensar em si” continua fazendo parte de nossas atribuições e, em vista disso o nosso calendário de doações para os próximos meses já está totalmente completo.

Como já falamos no primeiro parágrafo, não há regras definidas e nem sequer um Estatuto e ou Regimento Interno para o perfeito funcionamento do nosso grupo. Não! O que há na verdade é muito respeito e amizade e uma relação de carinho e consideração entre os seus participantes. Uma relação de fazer inveja a qualquer irmão maçom. A Confraria da Prosa tem como tema principal a harmonia familiar, sem descuidar, evidentemente, da fé inabalável no nosso bondoso Deus o criador de todas as coisas.

Em vista disso, a vida pregressa de seus participantes é levada em conta e com muita sabedoria. O relacionamento com a esposa e filhos e, principalmente, o conceito de um profissional exemplar, responsável e dedicado é muito importante para o grupo. Assim como o Rotary Internacional zela com extremo esmero na escolha dos nomes dos seus eventuais pretendentes, também é assim a Confraria da Prosa. E é assim porque “nós saímos do Rotary, mas o Rotary em nenhum momento saiu de dentro de nós”. Entretanto, impossibilitados da nossa permanência nos quadros rotarianos, por motivos alheios a nossa vontade, levou-nos a criar a Confraria da Prosa, fato este que veio preencher a lacuna existente pela ausência do Rotary Clube de Montes Claros - União em nossas vidas.

A Confraria da Prosa é uma realidade. As reuniões quinzenais acontecem para solidificar ainda mais os nossos laços de amizades. “O amor e a amizade estão sempre de braços abertos. Se você se fecha sobre o amor e para a amizade descobrirá que ficou segurando apenas a si próprio” – disse Leo Buscaglia. Pois, há pessoas que preferem assim. Infelizmente!

Fazer uma criança sorri e fazer uma família feliz são ações pertinentes às nossas vocações divinas. Neste mês é importante que o espírito natalino renasça no coração de todos os homens de boa vontade e que permaneça vivo durante todo o ano novo. Faremos a nossa parte pedindo ao menino Jesus uma paz duradoura para o mundo dos nossos filhos e netos.

HISTÓRICO DA CONFRARIA



PEQUENO HISTÓRICO
Dário Teixeira Cotrim


N
a versão do Dicionário Houaiss, da língua portuguesa, a palavra “confraria” é uma associação ou conjunto de pessoas do mesmo ofício, da mesma categoria ou que levam um mesmo modo de vida. Portanto, a nossa “Confraria da Prosa” foi criada em consonância com o que determina a etimologia da palavra, adaptada para o tempo de hoje, com o complemento da boa prosa ou da conversa informal com os companheiros. 

Nós, seres humanos, sentimos a necessidade de viver em uma sociedade organizada, sempre procurando respeitar os direitos e os limites das outras pessoas, como determina as normas da boa vizinhança. Somente é assim porque ninguém é uma ilha. Então, partindo desta premissa, um grupo de companheiros, todos eles dissidentes do Rotary Clube de Montes Claros – União, que descontentes com os rumos delineados pela sua mesa diretora, decidiram, entusiasmados, criar uma confraria com os objetivos de prosear, de resgatar o companheirismo e, acima de tudo,de valorizar a instituição ‘família’ em todos os seus segmentos. Na verdade, a ideia inicial para a formação de um grupo totalmente independente das amarras rotárias, foi das nossas companheiras Helen & Marieta. Sensibilizadas com o momento difícil em que passavam os companheiros rotários, elas conseguiram, então, aglutiná-los num só grupo social. Tudo isso aconteceu no meado do terceiro quartel de 2008.

Os primeiros encontros dos companheiros rotarianos aconteceram na residência de Frederico & Marieta, com a participação dos seguintes membros fundadores: Aline Xavier Neves Almeida, Cláudia Ferrante Rebello Mattos, Dário Teixeira Cotrim,Diana Cotrim Barbosa, Frederico Espírito Santo de Araújo, Hélio Antônio Maia, Marieta Gentil Firmino de Araújo, Marilda Russo Mota, Paulo Roberto Xavier da Rocha.Nota-se que, diferentemente do Rotary Internacional e da Casa da Amizade, a participação na Confraria da Prosa é do casal e filhos, sempre com a valorização da família.

  1. Dário Teixeira Cotrim & Júlia Maria Lima Cotrim
  2. Diana Cotrim Barbosa & Tarcisio de Alvarenga Barbosa
  3. Frederico Espírito Santo Araújo & Marieta Gentil Firmino de Araújo
  4. Gustavo Alves Almeida Neves & Aline Xavier Neves Almeida
  5. Hélio Antônio Maia & Helen Patrícia Vieira
  6. José Adilson Mattos & Cláudia Ferrante Rebello Mattos
  7. Luis Eduardo Fonseca Mota & Marilda Russo Mota
  8. Paulo Roberto Xavier da Rocha & Lúcia Maria de Freitas Xavier

Com o passar do tempo o grupo foi, cada vez mais,se solidificando. Entretanto, era necessária a presença de mais participantes para atingir a meta de quatorze casais previstos.Em vista disso, na sequência das reuniões quinzenais foram agregados ao grupo os seguintes casais:

  1. José Ednaldo Barros Pessoa & Neiva Ribeiro Almeida Pessoa
  2. José Jorge Nunes Silveira & Valéria Weber Lopes
  3. José Roberto Rebello & Marília Sofia Ferrante Rebello 
  4. José Carlos & Sandra
  5. Vicente Ferreira de Almeida & Ivana Ferrante Rebello e Almeida

Ainda foram convidados para integrarem ao grupo as seguintes companheiras:

  1. Ana Amélia Rebello (viúva)
  2. Maria Angélica Xavier Neves (viúva)

As reuniões do grupo “Confraria da Prosa” acontecem sempre de quinze em quinze dias na residência de um dos casais-companheiros e previamente marcada. Somente em circunstâncias involuntárias elas são prorrogadas ou antecipadas, conforme a necessidade que o momento requer. Pode-se aproveitar de um evento já anunciado para substituir a reunião ordinária. Não há um Estatuto elaborado com regras e normas e nem um Regimento Interno para disciplinar o seu funcionamento. Também não existe nenhuma cobrança de taxas, ou similares, para cobrir eventuais despesas dos jantares. O consenso rege as normas e as regras necessárias para o bom relacionamento dos casais-companheiros. O companheirismo e o respeito mútuo são os pilares de sustentação do grupo. A frequência nas reuniões ordinárias, embora não obrigatórias, é a determinante indispensável para o bom funcionamento do grupo.

A ideia de se fazer um livro sobre o grupo “Confraria da Prosa”, e não uma revista ou um jornal como foi inicialmente previsto, partiu do próprio grupo. Em vista disso, eu e minha esposa Júlia ficamos com a incumbência de elaborar e mandar publicá-lo para a posteridade. Eis, então, o nosso livro da “Confraria da Prosa”.