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segunda-feira, 27 de maio de 2013

VAPOR BENJAMIM GUIMARÃES




Vapor Benjamim Guimarães



















A PROSA EM PIRAPORA

Dário Teixeira Cotrim
Academia Montesclarense de Letras


Final de semana de festa na cidade de Pirapora - Minas Gerais. A Confraria da Prosa esteve naquela cidade para um passeio nas águas barrentas do Velho Chico a bordo do vetusto Vapor Benjamim Guimarães. Foi um momento de doce entretenimento e o nosso contentamento em comemorar o primeiro centenário do velho vapor não tinha limites. A Banda Sinfônica Jovens de Pirapora, criada pela Associação Cultural Sociedade São Vicente de Paulo e sob a regência do maestro Alex Domingos, estava, realmente, implacável na sua apresentação.

A Confraria da Prosa esteve presente na apresentação sinfônica com a participação dos seguintes casais: Dário & Júlia, Frederico & Áurea, Hélio & Helen, Adilson & Cláudia, Ednaldo & Neiva, Roberto & Marília, Jorge & Valéria, José Carlos & Sandra, Vicente & Ivana e ainda Anamélia Rebello e a simpática garotinha Ana Flávia. Na Sinfonia do Velho Chico, os músicos ficaram a bordo do vapor Benjamim Guimarães, enquanto o público permaneceu em espaços reservados para ele à beira do rio São Francisco. Ali, todos nós deliciamos do belíssimo espetáculo, com as mais aprazíveis canções clássicas e, também, os mais variados ritmos da música popular brasileira de todos os tempos. Foi um espetáculo imperdível!

A Banda Sinfônica Jovens de Pirapora pode não ser uma tradição na cultivação do saber histórico/cultural da cidade de Pirapora – e não é mesmo – mas certamente que ela está sendo uma das atividades mais importantes da cultura ribeirinha do Velho Chico. As Gaiolas, assim como eram chamados os barcos e os vapores que faziam as viagens pelo rio São Francisco, de Pirapora a Juazeiro, transportando pessoas e mercadorias, ainda guardam nas lembranças de sua tripulação as belas e emblemáticas “estórias” de um tempo não muito distante de nós. As lendas de ontem estão proseando na literatura do tempo de hoje, pois, faz exatamente, neste ano de 2013, um século de existência do lendário vapor Benjamim Guimarães.

Construído nos Estados Unidos, no ano de 1913, pela empresa James Rees & Com., o velho vapor navegou nas águas límpidas do rio Mississipi. Depois de algum tempo, ele foi adquirido pela Amazon River Plate para navegar nos rios da Bacia Amazônica. Finalmente, na década de vinte, ele foi novamente adquirido, agora pela têxtil Júlio Mourão Guimarães que o trouxe para o Rio São Francisco. “O centenário vapor é o único de seu gênero movido a vapor de lenha em atividade no mundo e constitui um valioso patrimônio cultural da cidade de Pirapora e do País”. Quando chegou a Pirapora, o vapor  foi batizado com o nome de Benjamim Guimarães em homenagem ao patriarca da família Guimarães.

Este foi apenas um dos diversos passeios realizados pela Confraria da Prosa. Estamos, agora, nos organizando para uma visita à cidade de Grão Mogol, onde se encontra o “Maior Presépio do Mundo”, uma obra primorosa da mão de Deus que foi realizado pelo empresário Lúcio Benquerer.

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