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| Vapor Benjamim Guimarães |
A PROSA EM PIRAPORA
Dário Teixeira
Cotrim
Academia
Montesclarense de Letras
Final de semana de festa na cidade de Pirapora - Minas Gerais. A
Confraria da Prosa esteve naquela cidade para um passeio nas águas barrentas do
Velho Chico a bordo do vetusto Vapor Benjamim Guimarães. Foi um momento de doce
entretenimento e o nosso contentamento em comemorar o primeiro
centenário do velho vapor não tinha limites. A Banda Sinfônica Jovens de Pirapora, criada pela
Associação Cultural Sociedade São Vicente de Paulo e sob a regência do maestro
Alex Domingos, estava, realmente, implacável na sua apresentação.
A Confraria da Prosa esteve presente na
apresentação sinfônica com a participação dos seguintes casais: Dário &
Júlia, Frederico & Áurea, Hélio & Helen, Adilson & Cláudia, Ednaldo
& Neiva, Roberto & Marília, Jorge & Valéria, José Carlos &
Sandra, Vicente & Ivana e ainda Anamélia Rebello e a simpática garotinha
Ana Flávia. Na Sinfonia do Velho Chico, os músicos ficaram a bordo do vapor
Benjamim Guimarães, enquanto o público permaneceu em espaços reservados para ele à beira
do rio São Francisco. Ali, todos nós deliciamos do belíssimo espetáculo, com as mais aprazíveis
canções clássicas e, também, os mais variados ritmos da música popular brasileira
de todos os tempos. Foi um espetáculo imperdível!
A Banda Sinfônica Jovens de Pirapora pode
não ser uma tradição na cultivação do saber histórico/cultural da cidade de Pirapora – e
não é mesmo – mas certamente que ela está sendo uma das atividades mais
importantes da cultura ribeirinha do Velho Chico. As Gaiolas, assim como eram
chamados os barcos e os vapores que faziam as viagens pelo rio São Francisco, de Pirapora a
Juazeiro, transportando pessoas e mercadorias, ainda guardam nas lembranças de
sua tripulação as belas e emblemáticas “estórias” de um tempo não muito
distante de nós. As lendas de ontem estão proseando na literatura do tempo de hoje, pois, faz
exatamente, neste ano de 2013, um século de existência do lendário vapor Benjamim
Guimarães.
Construído nos Estados Unidos, no ano de
1913, pela empresa James Rees & Com., o velho vapor navegou nas águas límpidas do
rio Mississipi. Depois de algum tempo, ele foi adquirido pela Amazon River Plate para navegar nos rios da Bacia Amazônica. Finalmente, na década de vinte,
ele foi novamente adquirido, agora pela têxtil Júlio Mourão Guimarães que o trouxe para o Rio
São Francisco. “O centenário vapor é o
único de seu gênero movido a vapor de lenha em atividade no mundo e constitui
um valioso patrimônio cultural da cidade de Pirapora e do País”. Quando
chegou a Pirapora, o vapor foi batizado
com o nome de Benjamim Guimarães em homenagem ao patriarca da família
Guimarães.
Este foi apenas um dos diversos passeios
realizados pela Confraria da Prosa. Estamos, agora, nos organizando para uma
visita à cidade de Grão Mogol, onde se encontra o “Maior Presépio do Mundo”,
uma obra primorosa da mão de Deus que foi realizado pelo empresário Lúcio
Benquerer.


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